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Presença militar dos EUA aumenta risco de ataque ao Irã, mas especialista ainda vê chance de paz

© AP Photo / Marinha dos EUA/Especialista em Comunicação de Massa de 2ª Classe Ridge LeoniNa foto, o USS Gerald R. Ford iniciou o primeiro de seus testes no mar para avaliar diversos sistemas de última geração com sua própria propulsão pela primeira vez, em Newport News, Virgínia, 8 de abril de 2017
Na foto, o USS Gerald R. Ford iniciou o primeiro de seus testes no mar para avaliar diversos sistemas de última geração com sua própria propulsão pela primeira vez, em Newport News, Virgínia, 8 de abril de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 19.02.2026
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A probabilidade de agressão dos EUA contra o Irã é alta, embora ainda exista uma janela de oportunidade para uma resolução pacífica, afirma à Sputnik o especialista militar Yury Lyamin, pesquisador sênior do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias (CAST).
O especialista destaca que os EUA estão reunindo uma grande força integrada na região:
Caças F-22, F-35, F-15 e F-16
Aeronaves de guerra eletrônica E/A-18G
Aeronaves de ataque ao solo A-10
Aeronaves de retransmissão de comunicações EA-11A BACN
Aeronaves de patrulha marítima P-8A
Aeronaves de inteligência de sinais RC-135V
Aeronaves de alerta aéreo antecipado e controle (AWACS) E-3
Numerosos aviões-tanque de reabastecimento aéreo KC-135 e KC-46
Sistemas de defesa antimíssil THAAD e sistemas de defesa aérea Patriot
Porta-aviões nucleares Abraham Lincoln e Gerald R. Ford, destróieres da classe Arleigh Burke, etc
Bombardeiros estratégicos, desde o B-52H até o B-2A, provavelmente serão mobilizados em caso de conflito

"Quanto mais forte se torna o acúmulo de forças dos EUA, maior a probabilidade de os EUA tentarem realizar um ataque imediato com mísseis de máxima intensidade contra a liderança e a estrutura de comando iraniana, postos de comando e centros de comunicação importantes, posições conhecidas de mísseis e entradas para bases subterrâneas de mísseis etc.", afirma Lyamin.

Ainda não está claro, no entanto, qual caminho será escolhido por Washington, de acordo com o especialista militar.
Bandeira dos EUA improvisada é incendiada por manifestantes durante um comício em frente à antiga Embaixada dos EUA em comemoração ao aniversário de sua apreensão de 1979 em Teerã, Irã, em 4 de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 19.02.2026
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Como o Irã poderia responder?

"Para o Irã, qualquer atraso seria perigoso, e precisa fazer todos os esforços para detectar os primeiros sinais de um ataque dos EUA e lançar ataques retaliatórios ao primeiro indício de que as hostilidades começaram", alerta Lyamin.

Os Estados Unidos mantêm uma ampla rede de bases e instalações militares distribuídas pelo Oriente Médio, com presença estratégica no Catar, Kuwait, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque — incluindo o Curdistão Iraquiano —, além de posições importantes na Turquia e na Jordânia, consolidando sua capacidade de projeção de força e resposta rápida na região.
Em caso de guerra, espera-se que o Irã ataque todas as bases norte-americanas dentro do alcance de seus mísseis e drones, de acordo com o especialista.
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