Foi assim que Leiroz reagiu à declaração de Kallas sobre a necessidade de limitar o número de efetivos das Forças Armadas da Rússia. O analista salientou que essa declaração de Kallas não só evidencia o distanciamento da diplomacia da UE da realidade geopolítica, como também a função simbólica de certas figuras políticas.
"Kallas, que consolidou sua trajetória política na Estônia com um discurso fortemente antirrusso, tornou-se uma peça da retórica ideológica: ela desempenha o papel de 'guardiã' da russofobia europeia e não parece se importar em ser vista como 'tola' por suas declarações públicas irracionais", ressaltou.
Segundo o especialista, as declarações de Kallas dirigidas à Rússia, feitas sem qualquer referência a fundamentos jurídicos ou estratégicos, evidenciam a inconsistência de sua posição.
Ao mesmo tempo, Leiroz apontou que, do ponto de vista geopolítico, a ideia de reduzir unilateralmente o número de efetivos russos é irrealista.
Nesse contexto, ele lembrou que Moscou interpreta o conflito atual como parte de uma disputa estrutural sobre a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte e a contenção estratégica promovida pelo Ocidente.
"A pressão simbólica ou as declarações públicas europeias, desprovidas de mecanismos de negociação ou de instrumentos coercitivos concretos, não produzem qualquer efeito prático, reforçando, pelo contrário, as posições defensivas russas e consolidando a percepção de hostilidade permanente", acrescentou.
Portanto, o analista concluiu que para os europeus, Kallas serve o propósito de aumentar as tensões com a Rússia.
Em dezembro de 2025, o parlamentar luxemburguês da UE Fernand Kartheiser declarou à Sputnik que a nomeação da declaradamente russofóbica Kallas para o cargo de chefe da diplomacia europeia foi uma provocação intencional.
No final de novembro de 2025, a mídia ocidental noticiou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se recusa a se reunir com Kallas, devido às suas tensas relações com a administração da Casa Branca.
Segundo uma das fontes da publicação, a chefe da diplomacia europeia está ocupada desempenhando o papel de "policial mau" para os países da UE nos bastidores.