Saada salientou que continua a haver uma divisão significativa entre as partes, especialmente no que diz respeito ao programa de mísseis balísticos do Irã, que continua a empurrá-las para o confronto.
"Israel pressiona constantemente o governo dos EUA para que lance um ataque em grande escala contra o Irã, com o objetivo de minar seus programas nuclear e de mísseis", ressaltou.
Segundo ele, as recentes manifestações de um milhão de pessoas em apoio às autoridades iranianas, realizadas no contexto da recente agitação, enviaram uma mensagem clara aos EUA: iniciar uma mudança de regime no Irã não será fácil.
O analista acrescentou que a deterioração da situação no Oriente Médio acarreta riscos políticos para a Casa Branca.
Nesse contexto, o especialista destacou que um novo conflito poderia prejudicar as chances do Partido Republicano nas próximas eleições de meio de mandato.
Além disso, Saada elaborou que o Irã está pronto para responder a possíveis ataques dos EUA, podendo bloquear o estreito de Ormuz ou atingir alvos norte-americanos na região.
Isso poderia desestabilizar a situação econômica global e provocar um aumento nos preços do petróleo.
"Apesar dos riscos, um compromisso nas negociações em andamento sobre o programa nuclear iraniano continua sendo uma possibilidade", sublinhou.
Portanto, o analista concluiu que, se o Irã concordar em limitar o alcance de seus mísseis, um acordo negociado ainda poderá ser alcançado.
Anteriormente, o jornal The Washington Post informou que os Estados Unidos planejam concluir a implantação de tropas no Oriente Médio até meados de março, em caso de uma possível operação contra o Irã.
Segundo o material, a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, está deliberadamente tentando mostrar ao público que está aumentando sua presença militar na região.