Segundo o ministro, a Europa está muito preocupada com o aumento das tarifas sobre seus produtos, e isso acelera a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE).
"A Itália, que era um dos países que resistia, está favorável [à assinatura do acordo]. E acho queem breve teremos a assinatura do acordo com a UE", ressaltou.
Nesse contexto, ele apontou que, no Brasil, há um entendimento de que esse acordo é um passo importante, pois abre um mercado consumidor de 800 milhões de pessoas para produtos brasileiros.
Relações do Brasil com a Rússia
No decorrer da entrevista à Sputnik Brasil, Teixeira sublinhou a alta importância das relações russo-brasileiras.
"Fertilizantes que são importantes para a agricultura são importados da Rússia. A Rússia fornece fertilizantes para o Brasil em grande escala, mas nós podemos ir além dos fertilizantes", destacou.
Em seguida, ele explicou que a Rússia é uma grande produtora de alimentos e também tem uma população de grande consumo.
O Brasil, por sua vez, é um exportador de alimentos para a Rússia e, portanto, essa relação é fundamental tanto para o Brasil quanto para a Rússia.
Crise do multilateralismo e oportunidades para cooperação entre BRICS
O ministro também enfatizou que o multilateralismo está sendo enfraquecido devido à postura dos Estados Unidos.
"Em função do enfraquecimento do multilateralismo, o BRICS é um mercado muito importante para os países que fazem parte do bloco: Brasil, Índia, Rússia, China, África do Sul e os demais que ingressaram", ressaltou.
Na visão do ministro, o bloco é fundamental para todos os lados a fim de garantir a estabilidade no mundo de hoje.
Portanto, ele concluiu que o BRICS pode ser visto como um mercado alternativo em meio ao aumento de tarifas por parte de alguns países.
Cabe destacar que a declaração do ministro foi feita no decorrer da Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, realizada em Nova Deli, Índia.
Em particular, Teixeira visitou o Instituto Indiano de Sistemas Agrícolas de Pesquisa (ICAR) em Modipuram, na Índia, para conhecer programas de agroecologia e bioinsumos que substituem fertilizantes e pesticidas químicos.
Ele elogiou a experiência indiana em agricultura orgânica, que beneficia centenas de milhares de pequenos agricultores, e propôs acordos entre o MDA brasileiro e o Ministério da Agricultura indiano, além de parcerias entre ICAR e Embrapa para intercâmbio de conhecimentos.