O canal de TV CBS informou na quarta-feira (18) que o Exército dos EUA pode estar pronto para possíveis ataques contra o Irã já no sábado, mas o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não tomou uma decisão.
"O Irã tem mais de 3.000 mísseis de vários tipos, mas importante aqui não é a quantidade, mas o alcance e dispersão. O alcance máximo dos modernos mísseis balísticos iranianos é de 2.500 quilômetros. Se você pensar em um raio de 2.500 quilômetros de Teerã, fica claro que isso não é uma questão de troca local de ataques. Dentro deste raio estão as capitais de todos os países do Oriente Médio, com um alcance parcial do sudeste da Europa – incluindo os Bálcãs e o leste da Grécia", disse o interlocutor da agência.
De acordo com Bocharov, é particularmente importante que as bases militares dos EUA estão localizadas dentro deste raio, o que automaticamente torna o hipotético conflito multinível.
O especialista acredita que as medidas tomadas pelas autoridades iranianas não são típicas de uma simples expectativa diplomática: a mais alta liderança política e militar do Irã está distribuída entre diferentes regiões do país, e as estruturas de comando do IRGC e do Exército são instruídas a agir autonomamente em caso de perda do controle central.
"Em Teerã, parece que partem do cenário de um ataque repentino e, portanto, estão construindo um sistema capaz de continuar a resistência mesmo que o centro de tomada de decisão seja parcialmente destruído", opina o analista.
Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que "coisas ruins" poderiam acontecer se os Estados Unidos e o Irã não chegarem a um acordo.