"Infelizmente, parece que não poderemos realizar essa transação via Ecopetrol, porque fomos informados na Venezuela de que é necessária uma licença do governo dos Estados Unidos. A emissão de uma nova licença tende a ser mais complexa e demorada, e o fator tempo é essencial para nós", declarou Palma após reunião com autoridades venezuelanas em Caracas.
O ministro destacou que o governo colombiano busca agir de forma rápida e pragmática, avaliando alternativas para garantir o abastecimento interno, incluindo a importação de gás liquefeito de petróleo, além do gás natural.
A Colômbia enfrenta um agravamento da crise energética no setor de gás, com queda acelerada nas reservas comprovadas e na produção, enquanto o consumo continua a crescer. Segundo estimativas, as reservas atuais podem se esgotar em cerca de seis anos, e já há déficit no atendimento da demanda.
A importação de gás natural liquefeito por terminais marítimos, que em 2026 pode representar até um quarto do consumo interno, provocou forte alta de preços. Em Bogotá, a inflação no setor de gás chegou a quase 17% em dezembro de 2025, com aumento expressivo das tarifas aos consumidores.
Diante desse cenário, o governo colombiano estuda a possibilidade de importar gás por gasoduto da Venezuela. No entanto, além da exigência de autorização dos EUA, outro obstáculo é o estado do gasoduto Antonio Ricaurte, que liga os dois países e está inativo há anos, necessitando de investimentos significativos para ser reativado.