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Câmara aprova projeto Antifacção, mas retira taxação de bets para financiar segurança

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (24) o Projeto de Lei Antifacção (PL 5582/25) e rejeitou parte das alterações feitas pelo Senado, retomando substancialmente o texto originalmente aprovado anteriormente na Casa. A matéria segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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O relator, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou parecer crítico às mudanças promovidas pelos senadores e propôs a recomposição da versão da Câmara. Entre os pontos restabelecidos, está a divisão de bens e valores apreendidos entre Polícia Federal (PF) e estados.
Conforme o texto aprovado, quando houver atuação conjunta das polícias federal e estadual, os recursos serão divididos igualmente entre o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Estadual de Segurança Pública. O Senado havia retirado esse critério de repartição.
Derrite também reinseriu a expressão "organização criminosa ultraviolenta" e recriou o tipo penal de "domínio social estruturado", ambos suprimidos pelos senadores. Outra mudança retomada diz respeito ao aumento da pena-base, que pode chegar a 40 anos em determinados casos.
O projeto restabelece ainda o corte do auxílio-reclusão destinado a familiares de líderes de facções criminosas, a restrição ao direito de voto de presos envolvidos nessas organizações e a exigência de cumprimento de pena exclusivamente em presídios federais de segurança máxima para chefes de grupos criminosos.
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Taxação de apostas fica fora do texto principal

Entre os dispositivos acolhidos inicialmente pelo relator estava a criação da Cide-Bets, uma contribuição sobre apostas esportivas destinada ao financiamento da segurança pública. No entanto, o plenário aprovou destaque para retirar o trecho do projeto principal.
Com isso, a proposta de taxação das bets será convertida em projeto de lei autônomo e não integrará o texto que segue à sanção.
A aprovação do PL 5582/25 ocorre após a Câmara manter Derrite na relatoria mesmo diante de críticas da base governista. O projeto tramitou sob regime de urgência constitucional e trancava a pauta do Plenário até sua votação.
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