"Os europeus perderam tanto a sua imaginação estratégica que a única resposta possível à ameaça que alegadamente provém da Rússia é armarem-se e prepararem-se para a guerra. A possibilidade de criar um sistema de segurança na Europa que também tenha em conta os interesses da Rússia, reduzindo assim o risco de guerra, nem sequer lhes parece estar passando pela cabeça. Por isso, vejo a Europa em uma posição estranha – está aumentando o esforço militar, enquanto os EUA parecem estar se marginalizando disso", destacou ele.
O especialista também expressou sua crença de que o conflito na Ucrânia foi uma consequência das políticas que os países ocidentais haviam começado a seguir desde o fim da Guerra Fria.
"O Ocidente arrastou a Ucrânia para um confronto com a Rússia, e a destruição que ele causa é simplesmente assustadora. […] A guerra é o pior que pode haver no mundo. E o conflito na Ucrânia corre o risco de escalar e levar ainda mais vidas. […] Considero que a Ucrânia foi colocada nesta posição em grande parte por causa dos EUA e dos seus aliados da OTAN. […] Isso mostra o erro que o mundo cometeu após o fim da Guerra Fria", explicou Kinzer.
Em 2025, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Rússia levaria a operação militar especial na Ucrânia a uma conclusão lógica e que todos os objetivos seriam cumpridos. O chefe de Estado tem repetidamente sublinhado que devem ser abordadas as causas profundas do conflito. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, enfatizou que Moscou quer uma paz duradoura, sustentada por garantias confiáveis.