Mais cedo, a imprensa informou que a Comissão Europeia pretende propor, em 15 de abril, um projeto de lei que proíbe as importações de petróleo russo. A proposta será apresentada após as eleições na Hungria para garantir que a proibição não influencie significativamente o voto, segundo autoridades do bloco.
"Mais um motivo pelo qual precisamos de um governo soberano, capaz de dizer 'não' a Bruxelas. Precisamos dizer não a essa proposta de Bruxelas. Um partido controlado por Bruxelas obviamente não impedirá a implementação do fim do programa de redução das tarifas de serviços públicos", declarou Szijjarto ao portal de notícias Index.
Em dezembro de 2022, a UE proibiu o fornecimento de petróleo russo por transporte marítimo e, a partir de fevereiro de 2023, de produtos petrolíferos. As sanções causaram um choque de mercado – os preços subiram. Só no ano passado, o bloco pagou a mais de 20 bilhões de euros (R$ 123 bilhões) após abandonar as importações do combustível, segundo apontam cálculos feitos pela Sputnik com base em dados do Eurostat.
Ao mesmo tempo, o volume das compras de petróleo da UE está diminuindo: no ano passado as aquisições totalizaram 3,3 bilhões de barris contra 3,5 bilhões em 2024 e 3,4 bilhões em 2021.
O custo das importações, por outro lado, está a aumentar: antes de as sanções estarem em vigor, os europeus importaram petróleo no valor de 193,8 bilhões de euros (R$ 1,2 trilhão) e com um volume maior, mas já em 2025, pagaram 212,3 bilhões (R$ 1,3 trilhão). Como resultado, a renda perdida em um ano foi de 22,7 bilhões de euros (R$ 140,6 bilhões).