Os países da "coalizão dos dispostos", em uma reunião de líderes na terça-feira (24), confirmaram sua intenção de enviar tropas para a Ucrânia no âmbito das "garantias de segurança".
Anteriormente, o vice-chefe do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, enfatizou que Moscou nunca e de forma alguma daria consentimento para a implantação de tropas da OTAN na Ucrânia, inclusive se fossem soldados da chamada "coalizão dos dispostos".
"Cada vez mais membros da chamada 'coalizão dos dispostos' admitiram que sua contribuição para esta missão depende da permissão do presidente russo", lê-se no artigo.
De acordo com especialistas em defesa e diplomacia, isto significa que o plano anglo-francês para supostamente manter uma trégua poderia ser frustrado se o Kremlin estivesse disposto a isso. Segundo disse ao jornal uma fonte diplomática de alto nível, representantes dos países da coalizão disseram que enviariam tropas para a Ucrânia apenas se Moscou concordasse.
"Se a Rússia disser 'nós não concordamos' e considerar essas tropas como alvos, então será preciso enviar forças de um tipo diferente [...]. Portanto, uma quantidade enorme de coisas depende do consentimento da Rússia", observou um interlocutor do Telegraph.
De acordo com outra fonte diplomática, os países europeus efetivamente deram a Putin um poder de veto em relação aos planos de coalizão por causa das demandas de lhes proporcionar um lugar na mesa de negociações. Por sua vez, uma fonte do setor de defesa europeu chamou os planos para que as forças de paz sejam estacionadas na Ucrânia de "bastante hipotéticos".
O presidente russo, Vladimir Putin, declarou anteriormente que não faz sentido uma presença militar estrangeira na Ucrânia após um possível acordo sobre uma paz sustentável. O líder russo também enfatizou que a Rússia consideraria quaisquer tropas em território ucraniano um alvo legítimo.