Panorama internacional

Congresso mexicano aprova diminuição de jornada de trabalho de 48 horas para 40 horas semanais

O Congresso do México aprovou nesta quarta-feira (25) a reforma que reduz gradualmente a jornada de trabalho de 48 horas para 40 horas semanais a partir do ano que vem até 2030, sem diminuição de salários, vencimentos ou benefícios.
Sputnik
De acordo com o projeto, em 2027, a carga horária será de 46 horas semanais, com diminuição de duas horas por ano até chegar a 40 horas em 2030. No entanto segue permitida a escala 6×1, com seis dias de trabalho e apenas um de descanso semanal remunerado.
Com isso, foi mantido o artigo 123 da Constituição mexicana que prevê que para cada seis dias de trabalho haverá um dia de descanso remunerado.
A reforma constitucional foi aprovada com 469 votos a favor e nenhum contra, e o texto agora segue para análise dos 32 legislativos estaduais que para para entrar em vigor, precisa da aprovação de pelo menos 17 das casas.
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Horas extras

As três horas extras diárias, em até três dias consecutivos poderão aumentar com a reforma: para 16 horas extras semanais, podendo ser distribuídas em até quatro dias, até quatro horas por dia. O pagamento será de 100% do salário normal e se o limite for extrapolado, a empresa deverá pagar 200% adicionais sobre o salário. Menores de 18 anos não poderão trabalhar horas extras.
O projeto começou a ser debatido em 2025, quando a presidente Claudia Sheinbaum criou uma mesa de diálogo reunindo organizações sociais, sindicatos e empresários. O Executivo mexicano enviou, então, o projeto ao Congresso em dezembro passado.
A entrada em vigor da reforma deve beneficiar 13,5 milhões de trabalhadores, o que representa menos de 30% da força de trabalho mexicana, pois 55% estão esteja informalidade, segundo dados do governo.

6x1 no Brasil

Nesta terça-feira (24), o deputado federal Paulo Azi (União-BA) foi escolhido como o relator da proposta que estabelece o fim da escala 6x1. Se aprovada, a medida seguirá para análise em uma comissão especial e então analisada pelo plenário da Câmara.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou em publicação nas redes sociais afirmou em redes sociais no último domingo (21) que a tramitação sobre a admissibilidade do projeto ocorrerá até o final do mês de março e o debate será ampliado na comissão especial que será criada após a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça."
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido publicamente a revisão da jornada de trabalho, alinhando-se a setores sindicais e parlamentares que consideram o modelo atual excessivamente exaustivo.
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