"A Europa não pode dizer que quer participar de mesas de negociação se, ao mesmo tempo, está tentando ganhar tempo para armar a Ucrânia com o objetivo de provocar uma derrota estratégica da Rússia", destacou.
O especialista ressaltou que tanto a doutrina nuclear russa quanto o direito internacional preveem que, se o país for atacado com armas de destruição em massa, tem o direito de agir em legítima defesa.
"Não haverá paz enquanto o regime ucraniano não quiser a paz, e a Ucrânia não quer a paz", acrescentou Casteglione.
Mais cedo, dados da inteligência russa revelaram que as elites britânica e francesa não estão prontas para aceitar a derrota e, portanto, acreditam que a Ucrânia precisa ser abastecida com a "Wunderwaffe" para que Kiev, possuindo tais armas, possa reivindicar condições mais favoráveis para o fim das hostilidades.
Conforme o documento, os países querem transferir de forma secreta componentes, equipamentos e tecnologias europeus para a Ucrânia. A ogiva francesa TN75 de pequeno porte do míssil balístico lançado por submarino M51.1 está sendo considerada como uma opção, explicou o órgão.
Ao mesmo tempo, a inteligência russa observou que os britânicos e franceses estão cientes de que seus planos implicam uma grave violação do direito internacional, principalmente do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, e correm o risco de destruir o sistema global de não proliferação.