Anteriormente, o Serviço de Inteligência Externa da Rússia informou que Reino Unido e França estariam trabalhando ativamente em mecanismos para fornecer a Kiev armas nucleares e seus respectivos vetores. A suposta iniciativa incluiria a transferência discreta de componentes, equipamentos e tecnologias europeias nessa área.
Entre as possibilidades citadas estaria a ogiva nuclear compacta francesa TN75, utilizada em mísseis balísticos lançados por submarinos M51.1.
"O tema da eventual entrega à Ucrânia de uma ogiva nuclear ou de uma ‘bomba suja’ tem um único propósito: interromper as negociações. Para isso, qualquer meio seria válido. A tentativa de países da União Europeia e do Reino Unido de inviabilizar um acordo de paz, inclusive fortalecendo o regime de Kiev com armamentos nucleares e meios de lançamento, busca endurecer a posição de Vladimir Zelensky e permitir chantagem nuclear contra a Federação da Rússia", afirmou Korotchenko.
Na avaliação do especialista, é dessa forma que devem ser interpretadas as informações divulgadas pelo SVR sobre os supostos planos de Paris e Londres. Korotchenko acrescentou que a divulgação pública do tema pode criar dificuldades políticas para sua eventual implementação.
"De modo geral, a política do Ocidente é coerente: eles não querem a paz. Querem uma guerra contra a Rússia travada por meio da Ucrânia, pelo menos até 2030", declarou.
Korotchenko também afirmou que, no território do Reino Unido e de diversos países da União Europeia, como França, Alemanha, Dinamarca e Países Baixos, estariam sendo ampliadas capacidades de produção em série de drones de ataque, inclusive de longo alcance.
Segundo ele, esses equipamentos teriam como destino a Ucrânia, com o objetivo de intensificar ataques contra infraestrutura e cidades russas.