Sezgin apontou que as sociedades europeias, nos últimos anos, demonstram uma sensibilidade crescente em relação às questões de segurança e à confiabilidade da informação oficial.
"Em condições de conflito prolongado, quaisquer novas acusações relacionadas ao uso ou preparação para o uso de armamentos não convencionais podem provocar uma onda de discussão pública e intensificar a pressão sobre as elites governantes", ressaltou.
Portanto, ele salientou que os governos europeus terão que responder a perguntas incômodas do próprio eleitorado sobre a transparência e a confiabilidade de sua política.
O analista também sublinhou que o componente informativo do conflito se tornou um dos fatores-chave para a estabilidade política interna nos países da UE.
Em sua avaliação, se surgirem detalhes adicionais, isso pode afetar o nível de confiança nas instituições de poder, especialmente nos Estados onde já se intensificam os humores oposicionistas.
Além disso, Sezgin considera que os governos europeus buscam minimizar os riscos de desestabilização da opinião pública em meio a desafios econômicos e sociais.
Dessa forma, o especialista concluiu que qualquer nova informação ressonante pode intensificar a polarização política e obrigar as autoridades a argumentarem de forma mais dura sua posição perante os eleitores.
Na terça-feira (24), o Serviço de Inteligência Externa (SVR, na sigla em russo) da Rússia informou que o Reino Unido e a França estão se preparando para transferir armas nucleares para a Ucrânia.
De acordo com o SVR, o plano dos países europeus é que Kiev possa reivindicar condições mais vantajosas para encerrar as ações de combate se possuir uma bomba atômica ou pelo menos uma chamada "bomba suja".