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Mídia: pessimismo com o dólar cresce e gestores ampliam apostas em nova desvalorização da moeda

CC BY 2.0 / Images Money / DollarDólar com bandeira dos EUA de fundo
Dólar com bandeira dos EUA de fundo  - Sputnik Brasil, 1920, 17.02.2026
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Gestores de fundos exibem o maior pessimismo em mais de uma década, enquanto o dólar se aproxima da mínima em quatro anos, pressionado por políticas imprevisíveis dos EUA, tensões geopolíticas e apostas crescentes de investidores institucionais em uma desvalorização prolongada da moeda.
O dólar recuou 1,3% no ano e se aproxima da mínima em quatro anos, após já ter caído 9% em 2025. Uma pesquisa do Bank of America divulgada pelo Financial Times mostra que a exposição ao dólar caiu abaixo do nível registrado durante o choque tarifário de Trump no ano passado, atingindo o posicionamento mais negativo desde 2012.

O ambiente geopolítico e a pressão sobre instituições como a Reserva Federal (Fed) alimentam dúvidas sobre o dólar como porto seguro. Dados do CME Group indicam que apostas contra a moeda superam as favoráveis, revertendo a tendência do fim de 2025. Grandes gestoras afirmam que investidores institucionais buscam proteção contra nova desvalorização e reduzem exposição a ativos denominados em dólar.

As apostas em queda frente ao euro atingiram níveis vistos apenas durante a pandemia de COVID-19 e após anúncios tarifários recentes. Para a Vanguard, a volatilidade levou investidores a rever níveis historicamente baixos de hedge em ativos norte-americanos, contribuindo para o enfraquecimento da moeda. A JPMorgan Asset Management também ampliou posições vendidas, avaliando que cortes do Fed devem reduzir a vantagem das operações de arbitragem de juros.
Notas de dólar são depositadas em uma caixa de depósito em Nova York, 24 de maio de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 14.02.2026
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China está pressionando os EUA com o dólar, e a Europa quer seguir o exemplo
A nomeação de Kevin Warsh para o Fed trouxe alívio inicial, mas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, pressionando o novo presidente do banco central, reacenderam temores sobre a independência da instituição. No entanto, ainda segundo a mídia britânica, analistas do Bank of America observam que a escolha não elevou a demanda por dólares nem restaurou o otimismo sobre ativos norte-americanos.

A crise diplomática envolvendo a Groenlândia e ameaças de tarifas contra aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) alimentaram expectativas de que investidores estrangeiros pudessem reduzir posições nos EUA. Gestores relatam aumento de fluxos de repatriação, com detentores de dólares convertendo recursos para moedas locais.

Medidas recentes de Washington, como apoio ao peso argentino e intervenções indiretas na taxa iene-dólar, reforçaram suspeitas de que o governo poderia aceitar — ou até estimular — um dólar mais fraco. Comentários de Trump celebrando a queda da moeda ampliaram a incerteza.

Embora o Tesouro reafirme a política do "dólar forte", parte do mercado acredita que um câmbio mais fraco favoreceria exportações e a agenda de reindustrialização dos EUA. Esse cenário sustenta a percepção de que intervenções cambiais entre EUA e Japão não podem ser descartadas.

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