A declaração foi feita a jornalistas antes de sua partida para o Texas. Questionado sobre a agenda de encontros com líderes da América Latina prevista para março, da qual Lula não deve participar, Trump foi perguntado se estaria disposto a convidar o chefe de Estado brasileiro para Washington.
"Eu me dou muito bem com o presidente do Brasil. Muito bem. Eu adoraria", respondeu, sem detalhar se há tratativas em curso.
Apesar do aceno público de Trump, a Reuters informou que a Casa Branca designou recentemente um assessor identificado como crítico da atual administração brasileira para acompanhar assuntos relacionados ao Brasil.
No início do mês, Lula afirmou que deve se reunir com Trump na primeira semana de março e que não teria "assunto proibido" na pauta.
"Tem que sentar-se à mesa, olhar no olho um do outro, ver o que nos interessa e trabalhar junto, estabelecer acordos. Não tem tema que eu não discuta, só a soberania do meu país, mas discutir a parceria de indústria, minerais críticos, aumento de exportação, tudo isso vamos discutir", afirmou à época.
Já durante a viagem à Índia na última semana, Lula disse em entrevista a uma TV local que o republicano "age como se estivesse em um programa de TV", mas disse que Trump se mostrou "calmo" e "tranquilo" durante as reuniões.
"Eu tenho 80 anos e ele fará 80 em junho do ano que vem. Portanto, dois homens de 80 anos não precisam brigar. Não precisamos fazer um espetáculo. Precisamos lidar seriamente com o que a idade nos impõe e chegar a um acordo que possa servir de exemplo para o mundo", pontuou.
O presidente também ressaltou que o Brasil busca manter uma relação diplomática construtiva com os Estados Unidos, baseada na cooperação e na busca de entendimentos que possam servir de referência internacional.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre uma eventual visita de Lula aos Estados Unidos.