O jornal salienta que as empresas britânicas reduziram suas conexões com os EUA e agora estão se expandindo para mercados como China, Japão, Austrália e vários países da União Europeia (UE).
Segundo o material, no último trimestre do ano passado, três quartos das empresas britânicas afirmaram que suas vendas nos EUA haviam diminuído ou estagnado.
"Por outro lado, as exportações para outros nove países aumentaram, e o número de fabricantes que relataram aumento nas vendas para a China duplicou ao longo do ano", ressalta a publicação.
Além disso, é apontado que muitos exportadores reduziram seu foco no mercado norte-americano e fortaleceram os laços com as economias asiáticas, especialmente com Pequim.
As empresas manufatureiras foram as mais afetadas pelas tarifas, o que as levou a buscar novas oportunidades na China.
Nesse contexto, a matéria destaca que a imprevisibilidade da política comercial dos EUA acelerou esse realinhamento.
Portanto, o artigo conclui que as empresas britânicas enxergam a China como um parceiro mais estável e promissor para o crescimento futuro.
Anteriormente, o jornal The Guardian escreveu que as tarifas de Trump correm o risco de prejudicar as esperanças de cortes significativos nas taxas de juros neste ano.
Segundo a publicação, com o aumento promovido por Trump para uma tarifa global de 15%, a taxa tarifária efetiva voltará a subir para 14,5% nos próximos 150 dias, um pouco acima do nível anterior à decisão da Suprema Corte de revogar as tarifas recíprocas.
Destaca-se que essa política corre o risco de provocar uma recessão e minar as esperanças de uma rápida recuperação da economia norte-americana.