A celebração marcou o início do novo ciclo do calendário lunar, característico da cultura chinesa.
Apresentações de danças do dragão e do leão, cerimônias de chá e aulas de Tai Chi Chuan ocorreram ao longo do dia, além de oficinas de escrita de nome em mandarim e consultas auriculares com medicina chinesa.
Estudos e estimativas indicam que aproximadamente 300 mil chineses imigrantes e seus descendentes vivem hoje no Brasil.
A maioria dessa população está concentrada no estado de São Paulo, com estimativas que apontam para mais de 130 mil a 200 mil chineses e descendentes na capital e região metropolitana, muitos vinculados a atividades comerciais, culturais e redes de apoio comunitário.
O bairro da Liberdade é tradicional reduto da cultura asiática na cidade. A celebração foi realizada em parceria com instituições como o Ibrachina, o Centro Dao de Cultura Oriental, o Instituto Confucio para Negocios FAAP e a EBRAMEC.
História dos chineses no Brasil
A presença chinesa no Brasil remonta a 1812, quando cerca de 400 chineses oriundos de Macau foram trazidos por ordem de D. João VI para o cultivo de chá no Rio de Janeiro. A iniciativa teve curta duração, mas marcou o primeiro registro significativo da imigração chinesa no país.
O marco simbólico da imigração ocorreu em 15 de agosto de 1900, com a chegada do navio "Malange" ao porto de Santos, em São Paulo, trazendo 107 trabalhadores chineses vindos de Lisboa.
A data foi oficializada em 2018 como o Dia Nacional da Imigração Chinesa. Pesquisas acadêmicas apontam que a diáspora chinesa no Brasil ocorreu em quatro grandes fases entre o século XIX e o início do século XXI, com fluxos vindos inicialmente de Guangdong e Macau, seguidos por migrantes de Zhejiang e, posteriormente, de diversas províncias chinesas, especialmente após os conflitos internos na China e a abertura econômica dos anos 1980.