O jornal destaca que Washington poderia esgotar facilmente seu estoque anual de munições defensivas essenciais em apenas um ou dois dias de operações.
Segundo a publicação, isso ocorreria se o Irã lançasse vários ataques com mísseis e drones contra alvos norte-americanos e israelenses.
"As Forças Armadas dos EUA estão avaliando a probabilidade de a retaliação do Irã prejudicar o fornecimento dessas munições cruciais, enquanto o país tenta reabastecê-las, o que pode afetar [o conflito ucraniano]", ressalta a publicação.
Nesse contexto, é especificado que, no ano passado, os EUA lançaram até 150 mísseis interceptores do sistema THAAD para proteger Israel.
Desde que o sistema entrou em operação, por volta de 2010, foram encomendados menos de 650 sistemas como THAAD.
Além disso, a reportagem salienta que os estoques dessas munições provavelmente determinarão a natureza de qualquer potencial ofensiva militar estadunidense contra Teerã.
Segundo um oficial entrevistado pelo Financial Times, houve discussões que enfatizaram a necessidade de reservar essas munições para outras regiões.
Isso poderia obrigar Israel a reforçar sua própria defesa, já que as Forças Armadas dos EUA se concentram em proteger suas próprias forças e aliados.
O artigo sublinha que o Irã e seus aliados regionais utilizaram uma tática de saturação, lançando grandes salvas de mísseis baratos de uma só vez, com o objetivo de sobrecarregar as avançadas defesas antiaéreas do inimigo.
Portanto, o jornal conclui que a escassez de mísseis interceptores nas forças israelenses e estadunidenses poderá afetar tanto a eficácia da campanha militar contra o Irã quanto as capacidades militares da Ucrânia no conflito com a Rússia.
Israel e os Estados Unidos começaram a atacar o território iraniano no sábado (28) e Teerã anunciou posteriormente medidas de retaliação.
Segundo meios de imprensa, o Exército do Irã atacou bases militares estadunidenses no Oriente Médio em resposta.