Arbalet destacou que, em média, o Lancet atinge alvos inimigos a uma distância de até 90 km, considerada uma zona de retaguarda profunda das tropas ucranianas.
"Esses alvos estavam a cerca de 30 ou 20 km da linha de combate. Assim, conseguimos atingir o alvo mais distante, a 135-136 km de distância", ressaltou.
Além disso, Arbalet destacou que o desligamento dos terminais de comunicação via satélite Starlink não afetou o funcionamento dos drones Lancet, que utilizam tecnologia russa.
Segundo o militar russo, a conexão com o drone é sempre estável e a imagem constante, sem interferências.
Nesse contexto, Arbalet salientou que, atualmente, o Lancet praticamente não teme o impacto dos sistemas de guerra eletrônica inimigos.
Ao memo tempo, ele apontou que os ucranianos não têm instalações que possam afetar os drones de alguma forma, e o fabricante do Lancet envia constantemente atualizações de software.
"A fábrica de produção do Lancet está cerca de dez anos à frente do seu tempo. Ninguém mais tem isso. Quando identificamos um alvo, confirmamos que se trata, no mínimo, de um veículo blindado de combate. Então, a inteligência artificial captura o alvo, ativamos o modo de combate e o inimigo não tem chance alguma de escapar. Há 99,9% de chance de o alvo ser atingido", enfatizou.
Portanto, Arbalet concluiu que o adversário não percebe o que vai acontecer, não ouve o Lancet se aproximando.
O Ministério da Defesa da Rússia observou que, graças à alta precisão de orientação, canais de comunicação estáveis e capacidade de barragem prolongada, o drone Lancet atinge com eficácia tanto alvos fixos quanto móveis do inimigo, incluindo veículos blindados e elementos da infraestrutura militar.
O uso de drones Lancet reduz a capacidade de fogo das Forças Armadas da Ucrânia, interrompe o comando e o abastecimento das unidades inimigas e contribui para o avanço das unidades de assalto.