"Fomos até lá e tentamos fazer um acordo justo com eles. Ficou muito claro, provavelmente ao fim da segunda reunião, que seria impossível. Mesmo assim, voltamos para uma terceira reunião apenas para dar uma última chance", declarou Witkoff à Fox News.
Segundo ele, os Estados Unidos propuseram a Teerã o fornecimento de combustível nuclear por dez anos, desde que o país abandonasse totalmente o enriquecimento de urânio.
"Discutimos dez anos sem qualquer enriquecimento, e nós pagaríamos pelo combustível. A proposta foi rejeitada de forma categórica", afirmou.
Irã e Estados Unidos realizaram três rodadas de negociações sobre o programa nuclear iraniano. A delegação iraniana foi chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, enquanto a norte-americana foi liderada por Witkoff. A terceira rodada terminou em 26 de fevereiro.
EUA e a ameaça à estabilidade do Oriente Médio
A agressão dos Estados Unidos não é apenas um ataque contra o Irã, mas também um atentado contra a paz e a segurança internacionais na região, afirma carta enviada pelo representante permanente do Irã junto à ONU em Genebra, Ali Bahreini, à qual a Sputnik teve acesso divulgada mais cedo.
"Esta guerra agressiva não é direcionada apenas contra o Irã, trata-se de um atentado contra a paz e a segurança internacionais e regionais, contra o direito internacional e contra a própria Carta das Nações Unidas", destacou o diplomata.
Bahreini afirmou que a comunidade internacional não deve permanecer indiferente diante de violações tão evidentes. "O secretário-geral da ONU e o Conselho de Segurança têm responsabilidade clara, de acordo com a Carta, de condenar da forma mais enérgica esses ataques ilegais e adotar as medidas necessárias para manter a paz e a segurança internacionais", ressaltou.
No último sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, inclusive em Teerã, provocando danos e vítimas civis. O país retaliou com ações contra o território israelense e contra bases militares de Washington em todo o Oriente Médio.
O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, morreu em decorrência dos bombardeios, junto com diversos altos funcionários do governo e das Forças Armadas do Irã. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o assassinato como uma violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional.