Panorama internacional

Professor explica por que EUA não conseguirão subjugar regime político do Irã

Os Estados Unidos não conseguirão estabelecer um regime pró-estadunidense estável no Irã, opinou o renomado professor da Universidade de Columbia Jeffrey Sachs.
Sputnik
Sachs sublinhou que o plano dos adversários do Irã consiste em estabelecer a hegemonia militar de Israel no Oriente Médio, contando com o apoio dos EUA.

"O objetivo principal é alcançar o domínio de Israel com o apoio dos EUA e reprimir o mundo árabe […]. Trata-se de uma jogada geopolítica. Embora seja evidente a tentativa de derrubar o regime iraniano, isso faz parte de um plano mais amplo", ressaltou.

Nesse contexto, o economista estadunidense salientou que os EUA ainda lutam pela hegemonia global.
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Ao mesmo tempo, o professor destacou que as ambições dos Estados Unidos em relação ao Irã não correspondem às suas capacidades.
Por isso, Sachs enfatizou que a operação militar dificilmente transcorrerá sem problemas para os EUA e Israel, representando um perigo para ambos.

"Afinal, trata-se de uma guerra em meio a uma enorme instabilidade política […]. Os EUA não conseguirão, de forma alguma, estabelecer um regime pró-americano estável no Irã. Isso é impossível", destacou.

Portanto, o especialista concluiu que os EUA, por si só, não são suficientemente estáveis para alcançar esse objetivo.
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No sábado (28), os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv, foi declarado que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares.
Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de exortar os cidadãos do país a derrubarem o regime.
No domingo (1º) à noite, a televisão iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei. A filha, o genro, a neta e a nora do aiatolá também foram vítimas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
De acordo com relatos da mídia, os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis na República Islâmica do Irã e em outros países da região. Teerã respondeu atacando o território israelense, bem como bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia afirmou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não proliferação de armas nucleares e exigiu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está pronta para ajudar na resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.
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