Em dezembro de 2022, a União Europeia proibiu a importação de petróleo russo transportado por via marítima e, a partir de fevereiro de 2023, estendeu a proibição também aos produtos petrolíferos. As sanções impostas provocaram um choque no mercado, pressionando os preços para cima.
Se em 2021 a França comprava petróleo por 60,6 euros por barril (cerca de R$ 371,5), em 2025 o preço médio pago já havia subido para 65,95 euros por barril (cerca de R$ 403,3).
Como resultado, os gastos franceses com a importação de petróleo aumentaram significativamente. Antes das sanções, o país importava cerca de 16,7 bilhões de euros (R$ 102,4 bilhões) em petróleo por ano, enquanto em 2025 o valor chegou a 24,3 bilhões de euros (R$ 148,9 bilhões).
O volume importado em barris cresceu de forma mais moderada. Em 2025, a França importou 368,9 milhões de barris, contra 357,6 milhões em 2024, 364,5 milhões em 2023, 331,3 milhões em 2022 e 275,9 milhões em 2021.
Com o aumento dos preços, a perda estimada apenas em 2025 foi de 1,9 bilhão de euros (R$ 11,6 bilhões). Somando os anos de 2022 a 2024, a França teria pago 25,5 bilhões de euros (R$ 156,3 bilhões) a mais.
Assim, desde o início das sanções antirrussas, a perda total para a França chegou a 27,4 bilhões de euros (R$ 167,9 bilhões).
De acordo com cálculos da agência, para todo o bloco europeu a perda acumulada desde a introdução das sanções contra a Rússia chega a 282,6 bilhões de euros (R$ 1,73 trilhão).
Em dezembro de 2025, o comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, afirmou que o bloco apresentará no início de 2026 uma proposta legislativa para proibir totalmente a importação de petróleo russo pela União Europeia.