"Fiquei 24 horas no caminho. Um caminho que levaria uma hora e meia em circunstâncias normais. Fui fugindo em um carro com meu irmão, minha família, minha mãe, meu pai", contou ele. "Minhas irmãs em outro carro. A maioria do tempo sem sinal, sem conseguir se comunicar, preocupado ouvindo bombas."
"Primeiro, eles tinham ameaçado algumas cidades. Hoje saiu a notícia de que todo o sul do Líbano tem que evacuar [...]. Parece que vai crescer, porque dessa vez o Irã está também na guerra, mas a gente não sabe para onde vai. Ninguém sabe exatamente. Tomara que não, mas parece que vai ser uma guerra difícil que vai ter muita destruição", lamentou.
"As pessoas que não têm lugar para fugir estão dormindo na rua. Mas os restaurantes estão cheios, as pessoas precisam sair para comer, ir para os lugares, os hotéis estão cheios, estão se virando. E o povo está se ajudando."
"Estão tentando convencê-los a sair, mas também eles só vão sair se tiver um apartamento disponível para eles virem ficar também, porque uma pessoa de idade já saiu de várias guerras, eu entendo meu avô, vai ter que sair mais uma vez, sem saber quando volta, vai sofrer. Ele já não aguenta mais [...] ele fala que se morrer lá estará mais feliz do que sofrer indo embora de casa de novo", comentou.
"Explodiram prédios, casas. Não estão mostrando, mas estão destruindo no sul do Líbano nossas cidades, estão destruindo muito. A gente aqui, que é do Líbano, não tem tanta noção, não está sabendo o que está acontecendo. Imagina aí como a mídia não vai mostrar", alertou.