Tekindor ressaltou que, durante períodos de conflitos armados, um salto inicial nas cotações de ouro costuma ser seguido de uma correção, mas cada nova onda de tensão pode fazer o mercado voltar a subir.
"Depois de uma forte alta em meio à escalada geopolítica, os preços começaram a se ajustar. Estamos vendo a realização de lucros e vendas relacionadas à necessidade de liquidez", disse a especialista.
Tekindor ressaltou que a cada nova rodada de riscos geopolíticos, os preços do ouro estão subindo mais. Ao mesmo tempo, apesar de a volatilidade de curto prazo no mercado de ouro continuar, a tendência de alta de médio prazo permanecerá em vigor, disse a analista.
A especialista também abordou o tema do mercado de prata: a curva de preços desse metal apresentou uma tendência mais acentuada, perdendo mais de 6% e caindo para o patamar de cerca de US$ 84 (R$ 439,61).
A prata, acrescentou Tekindor, continua sendo um instrumento mais volátil em comparação ao ouro. Durante períodos de crescimento e declínio, a prata reage de forma mais acentuada, explicou Tekindor.
"Uma pressão adicional sobre o metal é exercida pelo aumento dos custos na indústria e pela expansão do uso de materiais alternativos", disse.
A economista também chamou atenção para o aumento dos preços do petróleo em mais de 5% e os riscos associados à situação em torno do estreito de Ormuz.
Em sua avaliação, o aumento das pressões inflacionárias pode complicar os processos de redução das taxas de juros em vários países e apoiar a demanda por ativos de proteção.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã está realizando ataques retaliatórios em território israelense, bem como em instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Vários países fecharam ou restringiram o tráfego em seu espaço aéreo devido ao agravamento da situação, e a navegação no estreito de Ormuz praticamente parou.