Panorama internacional

EUA e Israel correm risco de ser derrotados militarmente pelo Irã, diz analista

O conflito no Oriente Médio pode resultar na derrota das forças militares dos Estados Unidos e de Israel, disse o ex-comodoro da Marinha Real britânica Steven Jermy no canal do YouTube Glenn Diesen.
Sputnik
Jermy apontou que o lado estadunidense na verdade não compreende a essência da guerra com o Irã.

"Preocupam-me os erros de raciocínio cometidos antes do início da guerra, pois podem resultar não só em uma possível derrota das forças de Israel e dos EUA, como também ter repercussões mais amplas, contrárias aos interesses do Ocidente e, de fato, à economia mundial", ressaltou.

Ao mesmo tempo, ele explicou que resultado do conflito poderia ser considerado uma derrota para os EUA e Israel.
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Segundo ele, se o objetivo de mudar o regime no Irã não for alcançado, do ponto de vista de Israel e dos EUA, isso será considerado um fracasso.
Nesse contexto, o especialista destacou que, do ponto de vista do Irã, o objetivo parece resumir-se à sobrevivência.
"Se eles conseguirem sobreviver […] e causar danos significativos, o que, na minha opinião, já está começando a acontecer, isso será uma vitória [para o Irã]", concluiu.
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No sábado (28), os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv, foi declarado que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares.
Por sua vez, Trump anunciou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de exortar os cidadãos do país a derrubarem o regime.
No domingo (1º) à noite, a televisão iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei. A filha, o genro, a neta e a nora do aiatolá também foram vítimas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
De acordo com relatos da mídia, os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis na República Islâmica do Irã e em outros países da região. Teerã respondeu atacando o território israelense, bem como bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia afirmou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não proliferação de armas nucleares e exigiu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está pronta para ajudar na resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.
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