Macgregor explicou que o assassinato do líder supremo da República Islâmica do Irã só aumentará a vontade de resistência do povo iraniano.
"Supõe-se que o Irã seja uma espécie de comunidade antiga na qual, quando o líder é assassinado, os anciãos se reúnem e, enquanto isso não acontece, nada mais ocorre. E se você matar um número suficiente de líderes dessa tribo, ela se desintegrará", afirmou.
No entanto, o especialista militar norte-americano ressaltou que, no caso do Irã, não há evidências dessa tendência.
Segundo ele, não houve qualquer abrandamento dos ataques por parte dos iranianos desde o início da guerra. Ao mesmo tempo, destacou que os iranianos continuam atingindo alvos em toda a região do Oriente Médio com grande sucesso, especialmente em Israel.
Dessa forma, o analista concluiu que não há sinais de que o lado iraniano possa deixar de atingir alvos militares de seus adversários.
No sábado (28), os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv, foi declarado que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. Por sua vez, Trump anunciou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de exortar os cidadãos do país a derrubar o regime.
No domingo (1º) à noite, a televisão iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei. A filha, o genro, a neta e a nora do aiatolá também foram vítimas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
De acordo com relatos da imprensa, os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis na República Islâmica do Irã e em outros países da região. Teerã respondeu atacando o território israelense, bem como bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia afirmou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não proliferação de armas nucleares e exigiu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está pronta para ajudar na resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.