Segundo o analista, os países da região do Oriente Médio devem abster-se de participar de conflitos de interesse de terceiras partes e construir uma linha independente para salvaguardar a sua própria segurança.
"Nenhum dos países da região é capaz de resistir aos mísseis e drones iranianos. Os Estados Unidos, que recebem bilhões de dólares desses países há muitos anos, não estão fazendo nada para protegê-los dos mísseis", afirmou.
Além disso, para fortalecer a segurança na região, Karagul defendeu a criação de um mecanismo de defesa coletiva com a participação da Turquia, Arábia Saudita, Egito e Paquistão, ao qual poderiam se juntar outros países da região.
O especialista também se pronunciou sobre as consequências de entrar em uma guerra junto com Israel.
"O conflito em torno do Irã mostrou: não vão à guerra em nome de Israel. Não acreditem mais em reivindicações de proteção dos Estados Unidos. Formem sua própria política independente e uma nova arquitetura de segurança o mais rápido possível", concluiu Karagul.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã. O Irã está realizando ataques retaliatórios em território israelense, bem como em instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
Vários países fecharam ou restringiram o tráfego em seu espaço aéreo devido ao agravamento da situação, e a navegação no estreito de Ormuz praticamente parou.