O especialista ressaltou que, em termos de armas, o Irã aposta principalmente em sistemas de mísseis operacionais e táticos e drones kamikaze do tipo Shahed.
"O Irã está armado principalmente com antigos mísseis comprovados com diferentes alcances de voo. O país também tem mísseis hipersônicos em seu arsenal, mas eles ainda estão sendo protegidos até que mísseis mais numerosos esgotem as defesas antiaéreas inimigas", explicou Korotchenko.
Segundo ele, o comando militar iraniano construiu com devida antecedência um sistema descentralizado de gerenciamento de combate e criou uma rede de bases de mísseis e abrigos subterrâneos ou em rochas onde esses tipos de armas estão colocados.
"Isso permite que ele ataque o inimigo hoje e alcance certos sucessos, apesar de a vantagem em forças e meios, assim como a supremacia aérea em geral, permanecerem do lado de Israel e dos Estados Unidos", acrescentou o especialista.
Korotchenko observou que o próximo estágio do conflito provavelmente será observado em três a quatro semanas. Segundo ele, levará mais ou menos esse tempo para esgotar as reservas militares dos Estados Unidos e de Israel no campo dos sistemas de defesa antimísseis.
Além disso, segundo o especialista, a principal tática do Irã não é vencer pela força, mas tornar os combates menos lucrativos possíveis e o preço da guerra inaceitável para o mundo ocidental.
O Irã está atacando instalações militares dos EUA no Oriente Médio e no território israelense em resposta a um ataque dos Estados Unidos e de Israel. Mais de 1.200 pessoas já foram vítimas no Irã e, logo no primeiro dia do conflito, em 28 de fevereiro, uma escola para meninas foi atingida.
Washington e Tel Aviv explicaram o início da operação militar com um ataque preventivo e a suposta presença de ameaças de Teerã devido ao seu programa nuclear. No entanto, agora as autoridades dos EUA não estão mais escondendo que gostariam de ver uma mudança de poder no Irã, e Israel declara isso diretamente.