Panorama internacional

Países do Oriente Médio serão contra presença estadunidense na região após guerra no Irã, diz analista

O Irã provavelmente resistirá ao conflito e os Estados Unidos acabarão deixando a região do Oriente Médio, opinou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor no YouTube.
Sputnik
Macgregor destacou que, hoje em dia, o mundo está assistindo ao início de uma longa guerra regional.

"Essa emergência, causada pela guerra no golfo Pérsico, afeta a Índia, o nordeste da Ásia, a Turquia e a Europa. De fato, o mundo inteiro agora está focado nesse conflito", ressaltou.

Segundo o analista, o dólar estadunidense está perdendo força, o que, do ponto de vista econômico, é uma catástrofe e, em termos financeiros, um desastre para os Estados Unidos.
Panorama internacional
Irã expulsará EUA do Oriente Médio e danificará as economias dos países ocidentais, diz analista
Nesse contexto, ele salientou que o processo levará mais tempo, mas, gradualmente, a situação só tenderá piorando para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, Macgregor expressou confiança de que os países do golfo Pérsico se oporão aos EUA, forçando os norte-americanos a deixarem a região.

"Quanto mais dura a guerra, mais fracos os EUA e Israel parecem, e mais forte o Irã parece. E acho que o Irã vai sobreviver", acrescentou.

De acordo com o especialista, os Estados Unidos estão em um verdadeiro impasse no Oriente Médio e acabarão sendo expulsos da região.
No Iraque, por exemplo, os xiitas estão se erguendo, e as autoridades do país exigem que os EUA deixem o território, o que forçará os americanos a saírem.
Portanto, o analista concluiu que, para os EUA, isso se transformará em um desastre iminente, já que os países do Golfo não desejariam a presença de bases militares estadunidenses perto de seus portos, aeroportos ou outras instalações.
Panorama internacional
Pentágono avalia que Estados Unidos gastam US$ 1 bilhão por dia na guerra contra o Irã
No dia 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar em larga escala contra o Irã. Em Tel Aviv foi declarado que o objetivo dos ataques era impedir que Teerã obtivesse armas nucleares. Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou sua intenção de destruir a frota e a indústria de defesa iranianas, além de exortar os cidadãos do país a derrubar o regime.
No dia 1º de março de 2026, a televisão iraniana anunciou a morte do líder supremo Ali Khamenei. A filha, o genro, a neta e a nora do aiatolá também foram vítimas dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
De acordo com relatos da imprensa, os mísseis atingiram não apenas instalações militares, mas também infraestruturas civis na República Islâmica do Irã e em outros países da região. Teerã respondeu atacando o território israelense, bem como bases norte-americanas no Oriente Médio.
A Rússia afirmou que a operação de Washington e Tel Aviv não está relacionada à preservação do regime de não proliferação de armas nucleares e exigiu o retorno às negociações. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, enfatizou que Moscou está pronta para ajudar na resolução da crise, inclusive no Conselho de Segurança da ONU.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Comentar