Panorama internacional

Putin dá golpe mortal à economia da UE ao decidir interromper fluxo de gás russo ao bloco, diz mídia

O presidente russo Vladimir Putin destruiu o plano da União Europeia (UE) de abandonar o gás russo de maneira sistemática, escreve o portal chinês Sohu.
Sputnik
Na quarta-feira (4), Vladimir Putin afirmou que a Rússia pode interromper imediatamente o fornecimento de matérias-primas para os mercados europeus.
O portal destaca que as palavras de Putin causaram trauma psicológico à UE, pois, em vez de um embargo planejado ao gás russo para 2027, ele sugeriu que a Europa devesse se preparar para um corte imediato.

"Agora, Moscou pode fechar as torneiras e reorientar-se para mercados dispostos a pagar preços mais altos [...]. A Europa, por iniciativa própria, começou um jogo do qual saiu perdendo", ressalta a publicação.

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Segundo o material, a UE tentou fazer cálculos para abandonar a energia russa sem se prejudicar, mas a estratégia acabou sendo um fracasso.
Nesse contexto, a reportagem salienta que Vladimir Putin deu um golpe mortal no ponto fraco da UE. Enquanto, a Europa está usando a política como uma arma, impondo sanções, Moscou está apenas usando a lógica comercial.
Portanto, o portal conclui que o Kremlin deu um passo estratégico bem pensado, já que a Europa está constantemente sancionando a energia russa, enquanto os mercados emergentes estão prontos para comprá-la sem impor condições políticas.
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Crise energética na Europa.

No final de 2024, o ex-primeiro-ministro italiano e ex-presidente do Banco Central da UE, Mario Draghi, elaborou um relatório para o presidente da Comissão Europeia. De acordo com o documento, o mercado de energia da UE enfrenta problemas estruturais e escassez de recursos naturais, apesar das declarações sobre a substituição bem-sucedida do combustível russo. O preço do gás na UE é de quatro a cinco vezes maior do que nos EUA.
No entanto, em meados de outubro, o Conselho da UE aprovou a eliminação gradual do fornecimento de gás russo a partir de 1º de janeiro de 2026. Para os contratos existentes, o período de transição se estenderá até 1º de janeiro de 2028.
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