Até então, desde 2024, o medicamento era ofertado apenas a jovens e adultos a partir de 16 anos no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, o público infantil concentra cerca de 50% dos casos da doença no país.
O investimento será de R$ 970 mil para a compra de mais de 126 mil comprimidos da tafenoquina pediátrica para dose única, que, segundo a pasta, deve ampliar o controle da doença em todo o território nacional. A entrega do medicamento começou nesta segunda-feira (2) e tem como foco em áreas prioritárias na região Amazônica.
Cerca de 65 mil comprimidos serão distribuídos em áreas de maior incidência como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Yanomami , Alto Rio Negro, Rio tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes. Esses territórios concentram cerca de 50% dos casos de malária em crianças e jovens de até 15 anos. O primeiro a ser contemplado será o DSEI Yanomami, com cerca de 14,5 mil comprimidos.
A capacitação de 250 profissionais está ocorrendo nessa primeira etapa e a expectativa do ministério é reduzir em até 20 mil casos da doença.
Região Amazônica
A malária é um dos principais desafios de saúde pública na região Amazônica, de acordo com o ministério, sobretudo, nos territórios indígenas, de difícil acesso.
Em 2024, o Território Yanomami foi a primeira região do Brasil a receber a tafenoquina 150mg, indicada para pacientes com mais de 16 anos. Entre 2023 e 2025, houve aumento de 103,7% na realização de testes no território, crescimento de 116,6% no número de diagnósticos e redução de 70% nos óbitos pela doença.
Malária no Brasil e a Tafenoquina 50mg
A tafenoquina 50mg foi incorporada ao SUS em setembro de 2025 e promove a eliminação completa do parasita Plasmodium vivax , a principal espécie causadora da malária no Brasil, responsável por mais de 80% dos casos no país.
A dose única substitui o esquema terapêutico disponível até então, que exigia tratamento por até 14 dias, o que dificultava a adesão, especialmente entre crianças.
Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos desde 1979, com 15% de redução em relação a 2024. No mesmo período, também houve uma redução de 16% em áreas indígenas de todo o país. Os casos por Plasmodium falciparum (protozoário causador da forma grave de malária) também reduziram em 30% em relação ao ano passado.