Um estudo da Universidade da Califórnia, Davis, descobriu que o calor das marés causado pela gravidade planetária faz com que a calota de gelo derreta periodicamente e depois a pressão desce e congela de novo fazendo a pressão subir, escreve Science Daily.
Quando o gelo derrete, a pressão dentro da lua pode cair tanto que a água começa a ferver - não como em um fogão, mas lentamente transformando-se em vapor profundamente abaixo da superfície. Isso pode explicar as estranhas cristas e coroas em Miranda tomadas pela sonda Voyager-2. Quando a água congela e se expande, ao contrário, ela pressiona a crosta por dentro, criando rachaduras. Um exemplo é as famosas "listras de tigre" em Encélado.
O tamanho do satélite também desempenha um papel: a pequena lua de Saturno Mimas provavelmente esconde o oceano, mas sua casca é muito fraca para rachar, então parece geologicamente morta, embora processos ativos possam ocorrer sob a superfície. Titânia, a lua maior de Urânio, reage de forma diferente a tais mudanças.
Esses processos podem durar milhões de anos, mas os seus vestígios ainda são visíveis hoje. As luas de gelo parecem silenciosas, mas processos geológicos ativos continuam sob sua crosta.