A revista aponta que Washington já não tem capacidade de ameaçar o Irã a partir do Iraque ou do Afeganistão, pois reduziu significativamente seu contingente nesses países.
"Tal ataque seria um empreendimento maciço, que sobrecarregaria severamente os poderes naval e aéreo dos EUA por um período prolongado", ressalta o artigo.
Segundo o texto, também é pouco provável que a Turquia concorde em ceder de base para o envio de tropas norte-americanas.
Nesse contexto, é enfatizado que, mesmo assim, a fronteira entre Irã e Turquia é pouco adequada para uma operação terrestre.
Além disso, a reportagem destaca que, nesta situação, a única opção é uma operação de desembarque, que envolverá riscos ainda mais sérios devido ao terreno heterogêneo do Irã e a uma provável resistência.
"Os relatos de conflito entre o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Guerra, Pete Hegseth, sobre o destacamento de tropas terrestres indicam que a administração está levando a ideia a sério, embora não se saiba se isso representa um planejamento sério, um blefe ou um esforço desesperado em uma guerra que atualmente não tem uma estratégia clara de vitória", acrescenta a publicação.
Dessa forma, a revista conclui que o Congresso dos EUA, os militares e a mídia deveriam pressionar urgentemente a administração do presidente estadunidense Donald Trump para que ela esclareça suas intenções em relação às tropas terrestres norte-americanas e sua estratégia para pôr fim à guerra.
Anteriormente, a mídia informou que Trump não descartou o envio de tropas terrestres ao Irã, caso seja necessário para atingir os objetivos da operação militar. Ao mesmo tempo, o chefe da Casa Branca não estabeleceu um prazo para a decisão.