"Não permitimos que ninguém interfira em nossos assuntos internos. Cabe ao povo iraniano eleger seu novo líder. Eles já elegeram a Assembleia de Peritos, e a Assembleia de Peritos fará esse trabalho. É assunto exclusivo do povo iraniano e de mais ninguém", disse Araghchi à NBC News.
Sobre a escolha já ter acontecido, o chanceler afirmou que "há muitos rumores circulando" e reforçou que o processo de sucessão seguirá os mecanismos previstos pelo sistema político iraniano.
Ele comentou, também, a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o norte-americano deveria ter voz na escolha do novo líder supremo do Irã para evitar ter que retornar ao país a cada 10 anos.
Na semana passada, conforme relembra a mídia, Trump voltou a dizer que um dos motivos para lançar a ofensiva contra o Irã é que em breve Teerã teria mísseis capazes de atingir os Estados Unidos. Durante a entrevista neste domingo, Araghchi desmentiu o chefe da Casa Branca.
"Isso é, na verdade, desinformação", disse. "Temos capacidade para produzir mísseis, mas nos limitamos intencionalmente a um alcance inferior a 2 mil quilômetros, porque não queremos ser vistos como uma ameaça por ninguém no mundo".
O chanceler ressaltou, ainda, que os Estados Unidos e Israel "estão matando nosso povo, estão matando estudantes, meninas, atacando hospitais" e que é "preciso haver um fim permanente para a guerra".