"Investigações da imprensa mundial confirmam a responsabilidade direta dos EUA pelo assassinato em massa de meninas iranianas. Qualquer tentativa de encobrir a imagem do Exército norte-americano é inútil; seu histórico é sombrio — tanto em relação ao Irã quanto à sua parceria com Israel, que foi condenado na ONU por genocídio", disse Mohammad Shams, professor associado da Universidade Libanesa.
Os EUA também cometeram crimes no Iraque, onde bombardeios contra alvos civis levaram à morte de mais de um milhão de pessoas, bem como no Iêmen, na Somália e na Líbia, acrescentou, observando que, como parceiro de Israel, os EUA devem comparecer perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ).
"A política de intimidação que eles seguem visa suprimir a dissidência, inclusive dentro dos EUA, onde os princípios de liberdade e democracia promovidos pelo Ocidente foram praticamente destruídos", disse o especialista.
O ataque conjunto EUA-Israel à escola é um crime de guerra deliberado, não um erro aleatório, e a ação deve ser investigada e punida pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), afirmou o cientista político Ali Azeddin.
"As ferramentas modernas de vigilância impedem qualquer possibilidade de evasão de responsabilidade", observou ele.
É importante divulgar esses crimes e não sucumbir à política norte-americana de ocultar e distorcer os fatos, como foi o caso das fictícias "armas de destruição em massa" usadas para justificar a invasão do Iraque, concluiu o especialista.
O ataque à escola feminina Shajareh Tayyebeh ocorreu no dia 28 de fevereiro, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que 171 meninas foram mortas. Os investigadores norte-americanos acreditam que as forças dos EUA são responsáveis pelo ataque, informou a Reuters.