A revista aponta que, a cada dia da guerra que passa, os EUA estão gastando seus estoques limitados de mísseis, cuja reposição levará anos e custará bilhões de dólares.
"Quanto mais cedo os Estados Unidos puderem declarar vitória e voltar para casa, melhor será para a capacidade de Washington de deter convencionalmente a China, a Rússia e a Coreia do Norte", ressalta a publicação.
Segundo o artigo, um longo conflito com o Irã afetaria severamente os suprimentos militares norte-americanos necessários em outras regiões do mundo. Ao mesmo tempo, é apontado que os Estados Unidos já estão ficando sem munição em guerra com o Irã.
Nesse contexto, o artigo lembra que os objetivos da operação estadunidense contra o Irã são a degradação das capacidades militares do Irã, a diminuição do fluxo de petróleo para a China e a emergência de uma liderança mais complacente em Teerã.
Esse último objetivo aumenta o risco de um conflito prolongado, pois a mudança de regime só ocorrerá com ação armada no terreno.
Além disso, a reportagem destaca que interceptadores e mísseis de ataque estadunidenses custam milhões por unidade e levam até três anos para serem produzidos, esgotando estoques já insuficientes para um grande conflito.
Portanto, a revista conclui que uma guerra prolongada enfraquece a dissuasão contra potências como China, Rússia e Coreia do Norte, que observam a vulnerabilidade estratégica de Washington.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, com relatos de destruição e mortes de civis. O Irã está retaliando contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA no Oriente Médio.
A escalada praticamente interrompeu o transporte pelo estreito de Ormuz, importante rota de fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico para o mercado global.