Ciência e sociedade

Lua perdida pode ter criado Titã e anéis de Saturno, sugere novo estudo

Os cientistas podem ter chegado perto de explicar por que Titã, o maior satélite de Saturno, se tornou tão massivo e o próprio planeta ficou com uma inclinação incomum e oscilações em seu eixo.
Sputnik
De acordo com uma nova teoria de Matija Cuk do Instituto SETI, líder do recente estudo, há cerca de 500 milhões de anos um satélite adicional – um provável antecessor de Hipérion – colidiu e se fundiu com Titã. Este evento catastrófico poderia ter aumentado a massa de Titã e desencadeado uma cadeia de processos que alteraram a ressonância orbital de Saturno com Netuno. De acordo com a mesma hipótese, foi então que a história dos anéis do planeta poderia começar. Estima-se que eles têm cerca de 100 milhões de anos, escreve Science News.

Simulações computacionais e dados da missão Cassini mostram que tal cenário pode explicar vários mistérios de longa data: o tamanho invulgarmente grande de Titã, a oscilação mais rápida do eixo de Saturno (que é difícil de explicar apenas pela influência de Netuno) e a idade relativamente jovem dos anéis.

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Anteriormente, os pesquisadores sugeriram a existência de uma lua, Chrysalis, cuja destruição poderia ter produzido os anéis de Saturno. No entanto, a nova hipótese, segundo o autor, está melhor alinhada com os cálculos. Se for verdade, Titã pode ser visto como o resultado de um antigo desastre espacial cujas consequências ainda são refletidas no movimento de Saturno.
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