"Quando essa guerra terminar, e acredito que é para isso que estamos caminhando, a América Latina sofrerá muito com aqueles que estão retornando da Ucrânia. Muitos morrem lá, mas pessoas também voltam, e o crime organizado as recruta. Alertamos sobre isso há muito tempo, mas parece que as autoridades só agora começam a perceber", disse.
O especialista avalia, contudo, que as autoridades dos países da região não estão preparadas para a ameaça de fortalecimento de gangues e cartéis com a incorporação de novos métodos de combate.
"Os próprios drones são baratos, mas causam enorme destruição. Veja quantos policiais morreram no México nos confrontos de fevereiro com cartéis. Acho que, quando essa nova técnica e tática começarem a ser usadas no Brasil, será difícil para as forças de segurança lidarem com isso", acrescentou Farinazzo.