O anúncio ocorreu durante a II Cúpula sobre Energia Nuclear, em Paris, organizada pela França com apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Na ocasião, China, Bélgica e Itália também aderiram à iniciativa, que passou a contar com o apoio de 38 países.
Lançada durante a COP28 do clima, em Dubai, a declaração integra os esforços para fortalecer a segurança energética e atender à crescente demanda mundial por energia, de acordo com o Itamaraty.
A incremento desse tipo de fonte energética também visa acelerar a transição energética por meio de fonte de baixa emissão de carbono, contribuindo para o cumprimento das metas climáticas globais, afirmou o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
"Ao endossar a iniciativa, o Brasil reafirma seu compromisso com o desenvolvimento responsável da energia nuclear, em conformidade com elevados padrões de segurança, proteção e não proliferação. Com mais de quatro décadas de operação segura de usinas nucleares, o país domina o ciclo do combustível nuclear, da mineração de urânio à fabricação de combustível", diz a nota divulgada pelo governo brasileiro.
Com duas usinas — Angra 1 e Angra 2, em Angra dos Reis —, a matriz nuclear brasileira responde atualmente por cerca de 3% de toda a energia gerada no país.
A usina Angra 1 foi fruto de um investimento de 40 anos e, para a extensão da vida útil da usina Angra 1, a Eletrobras obteve o financiamento de R$ 22,2 milhões com parceiros internacionais.