Ao comentar novas ameaças do chefe da Casa Branca em relação ao bloqueio do estreito de Ormuz, o especialista militar norte-americano disse que Donald Trump está desesperado porque entendeu que não conseguiria vencer o Irã usando apenas a Força Aérea.
Ao mesmo tempo, as Forças Armadas norte-americanas não têm um plano viável para realizar um ataque terrestre, do que Donald Trump também está ciente.
"O presidente Trump está desesperado e em pânico! [...] Trump entende que não há opção viável de um ataque terrestre para vencer rapidamente a guerra com o Irã", escreveu Davis.
Segundo Davis, o líder norte-americano não pode esperar muito e limitar-se apenas aos ataques aéreos, porque o Irã tem mais chances de intensificar o bombardeio por um período mais longo do que Trump e Netanyahu podem sustentá-lo.
"Trump não pode esperar o aumento dos preços do petróleo em uma economia já anêmica", advertiu o tenente-coronel aposentado.
Ele também acrescentou que a parte norte-americana cometeu um grave erro ao tentar iniciar negociações duas vezes, mas depois usar isso como cobertura para um ataque. Por isso, agora o Irã tem motivos para acreditar que qualquer negociação não será legítima.
Vale mencionar que, na véspera, o presidente estadunidense ameaçou realizar ataques 20 vezes mais fortes do que os atuais se Teerã "interromper o fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz". Ele chamou isso de "presente" dos Estados Unidos para a China e todos os países que utilizam intensamente o estreito.
Na terça-feira, o líder norte-americano disse que garantiria a segurança da navegação no estreito de Ormuz. Segundo ele, os Estados Unidos não permitirão que Teerã interrompa o fornecimento global de petróleo, prometendo, caso contrário, atingir duramente o Irã.
Por sua vez, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerã não fechou o estreito de Ormuz e não interfere na navegação. A assessoria de imprensa do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que qualquer país árabe ou europeu terá o direito de passar pelo estreito de Ormuz se expulsar embaixadores americanos de seu território.