Os autores do artigo alertaram que a guerra no Oriente Médio, provocada pela ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos contra o Irã, não só representa uma tragédia humanitária, mas também redesenha o "destino econômico" da Europa.
A principal vulnerabilidade da economia europeia, exposta após o colapso comercial e logístico na região do golfo Pérsico, é a dependência energética de fornecedores externos.
"A Europa é um gigante com pés de argila. [...] Quando a poeira sobe no Oriente Médio, as fábricas na Europa fecham, especialmente depois que a energia barata fornecida pela Federação da Rússia foi masoquistamente rejeitada", diz a publicação.
Além disso, os autores do artigo enfatizam que as autoridades da União Europeia entendem que a situação econômica está prestes a se deteriorar. O artigo destaca que as bolsas europeias perderam cerca de 9% de seus ativos, enquanto os preços do petróleo subiram 40% e os do gás natural saltaram impressionantes 90%.
"É um duro golpe para as famílias e empresas. Neste contexto, o euro está caindo em relação ao dólar, enfraquecendo ainda mais o poder de compra do continente", advertem os autores do material.
Segundo alertas de órgãos do poder executivo de vários países europeus, caso o conflito se prolongue, a situação na economia mudará radicalmente para pior.
Ao mesmo tempo, a agência de notícias alemã, DPA citando fontes, informou nesta quarta-feira (11) que o governo da Alemanha, devido à situação no Oriente Médio e ao aumento dos preços dos combustíveis, vai liberar uma quantidade indefinida de petróleo dos seus estoques estratégicos, reservados para situações de crise.
A escalada do conflito iraniano praticamente interrompeu o transporte pelo estreito de Ormuz, uma importante rota de fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito dos países do golfo Pérsico para o mercado global.
Nesse sentido, a Arábia Saudita reduziu a produção em 2 a 2,5 milhões de barris por dia, os Emirados Árabes Unidos, em 500 a 800 mil barris, o Kuwait, em cerca de 500 mil barris e o Iraque, em 2,9 milhões de barris por dia, informou a agência de notícias Bloomberg na terça-feira (10), citando fontes.