"Declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes", diz um trecho de sua decisão.
A ação é movida pelo deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB), que havia pedido à Mesa Diretora da Câmara a instalação da CPI. Ele alega que o pedido foi endossado por mais de um terço de membros da Câmara, requisito de abertura de uma CPI, mas que a instalação foi barrada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), por "resistência pessoal".
Toffoli já havia sido sorteado para ser relator do Caso Master no STF, mas abdicou da função após a divulgação, pela mídia, de que uma empresa ligada à sua família e de que era sócio vendeu parte de um resort a um fundo associado ao Master em 2021. O novo relator é o ministro André Mendonça.
Escândalo do Banco Master
Em novembro passado, a 10ª Vara Federal de Brasília determinou o bloqueio e a arrecadação de bens do Banco BRB, do Banco Master e de executivos investigados no valor total de R$ 12,2 bilhões, na Operação Compliance Zero.
A operação resultou na prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, acusado de emitir títulos de crédito falsos.
As investigações da Polícia Federal (PF) foram iniciadas em 2024, após um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para apurar a possível fabricação de carteiras de créditos insubsistentes por uma instituição financeira, vendidos a outro banco e, "após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada", disse a PF.