De acordo com o G1, Israel elevou o tom contra o Hezbollah ao ameaçar "tomar territórios" no sul do Líbano caso o grupo não interrompa os ataques.
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou ter alertado o presidente libanês, dizendo: "Adverti o presidente do Líbano [Joseph Aoun] de que, se o governo libanês não souber controlar o território [...] tomaremos o território e faremos isso nós mesmos."
Katz também declarou ter ordenado ao Exército que se prepare para "expandir" as operações no Líbano, onde tropas e tanques israelenses já atuam na região fronteiriça. Há relatos de incursões terrestres em cidades libanesas do extremo sul, além do reforço militar contínuo.
Os confrontos entre Israel e Hezbollah se intensificaram desde os primeiros dias da guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. O Hezbollah, aliado de Teerã, responde aos bombardeios diários de Israel, inclusive em Beirute. Segundo o Exército israelense, mais de 500 ataques aéreos já foram feitos contra alvos do grupo.
A escalada coincide com um aumento significativo dos bombardeios de ambos os lados. Israel relatou que o Hezbollah lançou cerca de 200 mísseis na noite de quarta-feira (11), no que classificou como o "maior bombardeio" desde a retomada da guerra. Apenas "dois ou três impactos diretos" foram registrados, segundo autoridades israelenses.
O Hezbollah, por sua vez, afirma responder às ofensivas israelenses e manter pressão na fronteira, onde os combates se tornaram diários. A região vive um ciclo de ataques e retaliações que amplia o risco de uma guerra mais ampla.
Antes dessa nova fase de hostilidades, Israel e Hezbollah mantinham um cessar-fogo firmado após o conflito de 2023–2024. A trégua, porém, ruiu em 1º de maio, quando os EUA e Israel resolveram entrar em guerra contra o Irã.
Ainda segundo a apuração, a ameaça de Israel de avançar territorialmente marca um dos momentos mais tensos desde o fim da trégua e sinaliza a possibilidade de uma operação terrestre mais profunda, caso o Hezbollah mantenha resistência.