A suspeição foi formalizada por Toffoli em um despacho no qual ele também se afastou de outro processo relacionado: um pedido do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar possíveis irregularidades financeiras do Banco Master.
O ministro afirmou que sua decisão decorre de razões pessoais, registrando: "Declaro a minha suspeição por motivo de foro íntimo".
Toffoli justificou que há correlação entre os temas tratados nos processos, o que reforçaria a necessidade de seu afastamento. Ele determinou ainda que a Secretaria Judiciária encaminhasse o caso à Presidência do STF para as providências cabíveis, abrindo caminho para redistribuição da relatoria.
Segundo o G1, a saída de Toffoli tem impacto direto no julgamento, já que os casos criminais no Supremo são decididos pelas turmas e decisões individuais, como ordens de prisão, precisam ser submetidas ao colegiado. Com a suspeição, a Segunda Turma passa a contar com quatro ministros na análise do caso, o que pode favorecer o réu em caso de empate.
A composição atual da Segunda Turma inclui Gilmar Mendes, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e, até então, Dias Toffoli. Apesar de Toffoli ter deixado anteriormente a relatoria do caso Master, não havia impedimento formal para que continuasse atuando, cabendo a ele próprio avaliar eventual suspeição — o que agora foi declarado.
Com o afastamento, um novo sorteio foi realizado e o ministro Cristiano Zanin assumiu a relatoria do pedido apresentado por Rollemberg, passando a conduzir essa frente processual relacionada ao Banco Master.