Freeman apontou que, caso os EUA ampliem sua capacidade de produção de munições e sistemas de defesa antiaérea na Ásia Ocidental, não poderão vendê-los para a Europa ou transferi-los para a Ucrânia.
"Portanto, a Ucrânia está prestes a ficar sem armas. O país também depende do fornecimento de fertilizantes, e haverá problemas nesse sentido também. Essas são duas terríveis consequências indiretas da guerra para o país", ressaltou.
Ao mesmo tempo, o analista destacou que é pouco provável que os Estados Unidos suspendam as sanções contra a Rússia.
Segundo ele, é claro que cancelar as sanções seria importante para a Rússia, mas os europeus também estão envolvidos nisso e, tolamente, continuam a persistir em sua russofobia e hostilidade em relação ao país.
Nesse contexto, o ex-diplomata salientou que os europeus não estão tendo um diálogo realista com a Rússia.
"[Os europeus] estão discutindo se vale a pena conversar com os russos. Contudo, não creio que os Estados Unidos tenham capacidade de suspender as sanções contra a Rússia de maneira unilateral", concluiu.
A operação militar dos EUA e de Israel contra o Irã está em sua segunda semana. Durante todo esse tempo, as partes têm se atacado mutuamente. Em Tel Aviv afirmaram que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e pediu que os cidadãos derrubem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e, até o momento, não vê sentido em retomar as negociações.