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Lula faz críticas veladas e culpa família Bolsonaro por má gestão dos hospitais federais do Rio

Lula questionou a ausência de denúncias sobre problemas estruturais da unidade e relatou irregularidades na administração passada, fazendo críticas à gestão do ex-presidente enquanto estava no Planalto.
Sputnik
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (13) a gestão federal anterior responsável pelos hospitais federais no Rio de Janeiro. Sem citar nomes, ele classificou antigos administradores como "picaretas" e afirmou que contribuíram para o sucateamento das unidades de saúde.
As declarações ocorreram durante a reinauguração do novo setor de trauma do hospital federal do Andaraí. A unidade, antes administrada pelo governo federal, foi municipalizada no fim de 2024, após denúncias de leitos fechados e falta de atendimento.
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Na cerimônia, Lula questionou a ausência de denúncias sobre problemas estruturais da unidade e relatou irregularidades na administração passada. "Como é que não houve denúncias e mais denúncias do desmantelo de um hospital como esse? Como é que nunca chegou pra mim a denúncia de que a cozinha estava há dez anos sem funcionar? Por que nunca chegou pra mim a denúncia de que os picaretas que administravam cobravam pedágio dos funcionários para estacionar o carro?"
O presidente também criticou protestos de funcionários contra a reforma do hospital e levantou suspeitas sobre as motivações dos atos. "E, quando a gente tenta modernizar o hospital, o pessoal quer fazer greve. Não sei se eram sindicalistas de verdade ou se eram milicianos que defendiam quem administrava esses hospitais", disse.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, fizeram críticas diretas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmaram que ele indicou gestores considerados incompetentes para o hospital durante a gestão do pai.
No discurso, Lula voltou a criticar o ex-presidente. "Não dá para a gente deixar o povo em segundo plano e só atender aos interesses corporativos das pessoas, sem que esteja na conta a prestação de serviço ao povo. […] Eu espero que a gente tenha aprendido a lição."
"O Brasil elegeu um presidente da República que jamais deveria ter sido eleito, por ele ser blefador, por ele ser mentiroso, por ele ser agressor, por ele ofender as pessoas. Ele ofendia a mulher, ele ofendia o negro, ele ofendia o indígena. Ele ofendia a dignidade desse país", disse.
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