"Estamos enfrentando uma grave situação global de escassez de petróleo, gás e combustível", disse ele em entrevista a um jornal local.
Para ele, nem mesmo os 400 milhões de barris liberados no mercado serão capazes de remediar a situação, já que "durariam apenas quatro dias" no ritmo atual de consumo global.
"Se apenas os volumes que normalmente passam pelo Estreito de Ormuz fossem repostos, as reservas durariam aproximadamente 14 dias. Os mercados estão simplesmente avaliando a situação como ela é. Ninguém sabe quanto tempo essa crise vai durar", acrescentou.
Ele lembrou que, na década de 1970, os austríacos já eram obrigados a escolher um dia da semana em que não usariam seus carros — para reduzir o consumo de combustível — e que no contexto atual a situação pode se repetir.
"Há escassez de um quinto do mercado global de petróleo, um quinto do fornecimento de gás natural liquefeito e um décimo do combustível. Em princípio, a única maneira de lidar com essa situação seria parar de usar o carro dois dias por semana", sugeriu.
Desde o início da agressão militar dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, o mercado global de recursos energéticos tem passado por um período de turbulência.
A instabilidade no Oriente Médio e no Estreito de Ormuz — artéria vital para o comércio global de recursos energéticos — causaram um aumento acentuado nos preços do petróleo.
Isso é sentido especialmente nos mercados europeus, que dependem de importações e também ficaram sem acesso ao petróleo russo devido à imposição de sanções a Moscou após o início da operação militar especial russa na Ucrânia.