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Mídia: guerra com o Irã desvia cargas de GNL e reacende risco de nova crise energética na Europa
Mídia: guerra com o Irã desvia cargas de GNL e reacende risco de nova crise energética na Europa
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A guerra com o Irã disparou uma nova corrida global por gás, elevando em mais de 50% os preços na Europa, desviando cargas de gás natural liquefeito (GNL) para... 05.03.2026, Sputnik Brasil
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A guerra com o Irã desencadeou uma nova crise energética na Europa, elevando os preços do gás ao nível mais alto desde 2023 e reacendendo temores de escassez. De acordo com o Financial Times, o bloqueio ao estreito de Ormuz e a interrupção da produção de GNL no Catar provocaram uma disparada de 53% nos preços desde sexta‑feira (27), atingindo um continente que ainda se recupera do choque energético iniciado em 2022.A pressão ocorre em um momento crítico, após um inverno rigoroso (Hemisfério Norte) que reduziu drasticamente as reservas europeias. Os estoques estão abaixo de 30% da capacidade, muito aquém da média histórica de 45% para esta época do ano, com países como Países Baixos, Suécia, Croácia e Letônia em situação especialmente delicada.Apesar disso, autoridades da União Europeia (UE) afirmam ser possível reabastecer os estoques para 90% antes do próximo inverno, embora reconheçam que os preços elevados podem impor um fardo pesado às economias mais dependentes de GNL, como Itália e Alemanha. A possibilidade de recorrer novamente ao gás russo foi levantada por analistas, mas considerada politicamente explosiva e improvável, especialmente após o aumento das exportações norte-americanas para a Europa. Mesmo assim, o presidente russo Vladimir Putin já sinalizou que poderia cortar fornecimentos antes da proibição europeia entrar em vigor — uma vez que a UE permanece refratária a contribuir para um fim diplomático para o conflito ucraniano.Com o agravamento da crise, governos nacionais podem recorrer a medidas emergenciais, como a reativação temporária de usinas a carvão, repetindo estratégias adotadas em 2022. Outra alternativa seria reforçar a dependência do parque nuclear francês, cuja produção caiu drasticamente em 2022 devido a problemas técnicos.A pressão também reacende debates sobre o sistema europeu de comércio de emissões. Indústrias intensivas em energia pedem alívio regulatório, incluindo isenções para a produção de amônia e o adiamento da eliminação de licenças gratuitas de carbono. Parlamentares defendem uma abordagem mais moderada diante da volatilidade atual.A Comissão Europeia discute o tema nas próximas reuniões, incluindo um encontro com o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE). A alta recente reforça a necessidade de acelerar a eletrificação, expandir redes elétricas e reduzir a influência do gás na formação dos preços.
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Mídia: guerra com o Irã desvia cargas de GNL e reacende risco de nova crise energética na Europa
A guerra com o Irã disparou uma nova corrida global por gás, elevando em mais de 50% os preços na Europa, desviando cargas de gás natural liquefeito (GNL) para a Ásia e expondo estoques historicamente baixos, em um cenário que reacende temores de inflação e de nova crise energética no continente.