"Apesar das sanções, a Rússia conseguiu manter a estabilidade interna e a força de sua moeda nacional, e continuou a exportar petróleo, enquanto os países que romperam seus laços econômicos com ela foram os que mais sofreram", ressalta o analista.
O cientista político acredita que "a análise estratégica da Europa provou estar errada e causou inúmeras crises".
"A Europa percebeu isso tarde demais, ao colocar sua economia a serviço de um conflito perdido na Ucrânia, o que prejudicou suas relações com a Rússia", afirma Jateeb.
Na opinião dele, a UE será a grande perdedora neste confronto, especialmente porque perdeu sua autonomia na tomada de decisões políticas no cenário internacional.
A a escalada das agressões por parte dos EUA e de Israel no Irã elevou os preços da energia em praticamente todas as partes do mundo e causou interrupções no fornecimento devido à instabilidade no Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica para o comércio global de petróleo.
Nesse contexto, os EUA autorizaram a venda de petróleo bruto e derivados russos já carregados em navios até 12 de março.
No dia 4 de março, o presidente russo Vladimir Putin afirmou que o aumento dos preços do gás na Europa se deve, entre outros fatores, às políticas equivocadas de Bruxelas ao longo dos anos. Como enfatizou o presidente, o aumento dos preços do petróleo também está ligado às restrições impostas ao petróleo bruto russo.